
Apesar de tradicional, o direito continua sendo uma das áreas com o maior número de estudantes no Brasil. No vestibular 2008 da Universidade de São Paulo, dentre as carreiras com mais de dois mil candidatos inscritos, o curso ocupou o segundo lugar no ranking. Foram 11.309 inscrições contra 12.973 da área de Medicina e Ciências Médicas.
Apesar da grande concorrência, o Ministério da Educação, a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil, iniciou em 2007 um programa de inspeção em 80 instituições de ensino superior que obtiveram conceitos inferiores a 3 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), cancelando assim cerca de 14.200 vagas oferecidas por estas universidades.
Contudo, a formação superior, por si só, não garante ao profissional as melhores colocações e nem tão pouco a capacitação intelectual exigida pelo mercado de trabalho. Para isso, é necessário buscar meios que promovam a educação continuada e o acesso ao conhecimento específico.
Os cursos de extensão, com o objetivo de reciclar as informações adquiridas no ambiente acadêmico, aprofundar os estudos e aprimorar habilidades como a oratória e a argumentação, são indicados para estudantes e bacharéis interessados na atualização e no aperfeiçoamento da prestação jurisdicional.
“Além de transmitirem bagagem aos advogados, os cursos propiciam a troca de informações e experiências entre os colegas, e essa prática é indispensável ao bom advogado”, afirma o coordenador da Comissão dos Novos Advogados do Instituto dos Advogados de São Paulo, Luiz Augusto Hoffmann.
Responsabilidade Civil por Danos Morais, Técnicas Defensórias Perante o Tribunal do Júri, Direito Ambiental e Poluição, Contabilidade Tributária, Comércio Internacional e Direito Eleitoral e Partidário são alguns exemplos de cursos que podem ser realizados por profissionais e estagiários que já atuam em áreas específicas do direito, como Civil, Penal, Ambiental, Tributária, Internacional e Eleitoral.
Os cursos de extensão também auxiliam o desenvolvimento de habilidades fundamentais para o bacharel. Cursos como os de Argumentação Jurídica, Redação Forense e Inglês Instrumental valorizam o currículo e diferenciam o candidato em um processo seletivo, aumentando as chances de conquistar uma boa oportunidade de trabalho.
De acordo com a assessora administrativa da Escola Superior de Advocacia da Ordem dos Advogados de São Paulo, Ellen Maria Pereira, somada à carga horária e ao custo acessível da extensão, a metodologia de ensino é um diferencial. “O curso é prático e a metodologia avalia, durante o período de ensino, o desempenho do aluno. Não aplicamos prova, mas exigimos a freqüência mínima de 75% do aluno para a emissão do certificado”.
Além das Instituições como a OAB e as demais Associações de classe, uma boa opção são os cursos oferecidos periodicamente pelo Poder Público, por meio dos Tribunais e Ministérios em todo país. Tal escolha, por muitas vezes, apresenta-se satisfatória, já que o objetivo nestes casos é o aprimoramento e a capacitação do estudante e do bacharel.
Com métodos de ensino coerentes à credibilidade dos Órgãos Públicos e sem fins lucrativos, optar por escolas ligadas às tais entidades faz do custo-benefício um fator decisivo e altamente positivo para os alunos.